Um projeto de lei, “Disposições sobre segurança e circulação de trotinetas principalmente elétricas”, foi apresentado no Senado italiano, que regulamentará definitivamente a sua utilização. A primeira grande novidade é que o seguro será obrigatório, para todos, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Esta última também terá que verificar se cada trotineta está devidamente equipada, com um capacete protetor e um colete retrorrefletor. E, dado que, ao mesmo tempo, a Comissão de Transportes da Câmara iniciou o processo de elaboração de novas regras sobre a circulação desses veículos, parece possível que o capacete de proteção e o colete sejam também incluídos como elementos obrigatórios.

Novas regras

Para utentes entre 14 e 18 anos, existem novas regras muito rígidas: estes só podem usar trotinetas elétricas em zonas destinadas à circulação de peões e a uma velocidade que não ultrapasse os 6 km/h ou, alternativamente, em ciclovias se a velocidade não ultrapassar os 12 km/h. Além de ser obrigatório o uso de capacete e colete retrorrefletor.

Uso irregular

É proibido o uso de trotinetas elétricas que não utilizem um regulador de velocidade, para evitar que atinjam velocidades acima dos limites estabelecidos. Estão previstas medidas para evitar o estacionamento em passeios ou zonas pedonais. Assim, os municípios serão obrigados a identificar, no prazo de cento e vinte dias a partir da data de entrada em vigor da lei, os espaços apropriados reservados ao estacionamento destes veículos claramente identificados. Embora, as trotinetas elétricas possam estacionar nos locais reservados a ciclomotores e veículos a motor.

Novas sanções

Os condutores de trotinetas elétricas que conduzam sob influência do álcool serão punidos com multa de 168 a 678 euros, caso tenha sido detetado com nível de álcool de 0,5 gramas por litro de sangue (g/l). Se os condutores neste estado causarem um acidente, as sanções serão duplicadas. Os condutores de trotinetas elétricas sob a influência de drogas serão punidos com uma multa de 1.500 a 6.000 euros e uma pena de prisão que pode ser de 6 meses a um ano.