A primeira norma regulamentar mundial para a tecnologia de assistência inteligente de velocidade foi publicada no jornal oficial da União Europeia, o passo legal final antes da implementação obrigatória nos novos tipos de veículos a partir de julho de 2022.

O ETSC apela aos fabricantes dos veículos que ultrapassem os requisitos mínimos da legislação para maximizar os potenciais benefícios de segurança desta tecnologia.

Em 2022, a União Europeia terá, de longe, os padrões de segurança de veículos mais rigorosos do mundo, com sistemas como a Travagem de Emergência Avançada (AEB), Alerta de saída da Faixa de Rodagem (ELKS), Sistema de Deteção de Fadiga e de Distração e a Assistência de Velocidade Inteligente (ISA ) todos obrigatórios. Em 2024, todos os automóveis novos vendidos na UE terão de estar equipados com estas tecnologias.

Os requisitos permitem a instalação de vários tipos diferentes de sistemas ISA. Por lei, todo o tipo de sistema deve ser passível de substituição e permitir que o condutor desligue o sistema durante o período da sua viagem.

Em 2024, todos os automóveis novos vendidos na UE terão de estar equipados com estas tecnologias.

Os sistemas mais eficazes e apreciados, já disponíveis desde 2015 em vários veículos, auxiliam os condutores, cortando a potência do motor, uma vez atingido o limite de velocidade legal. O condutor pode anular o sistema pressionando mais o pedal do acelerador. Os sistemas que intervêm desta forma podem reduzir as mortes nas estradas em 20%.

No entanto, na sequência da forte e sustentada pressão da indústria, a UE está também a permitir a instalação de um sistema para o qual não existe investigação disponível e que se prevê que seja muito menos eficaz. O sistema mais básico permitido apresenta simplesmente um aviso sonoro que inicia alguns momentos depois que o veículo ultrapassa o limite de velocidade e continua por um máximo de cinco segundos. O ETSC afirma que pesquisas mostram que os avisos sonoros incomodam os condutores e, portanto, são mais prováveis de serem desligados. Um sistema que está desativado não tem nenhum benefício de segurança.

Os sistemas que intervêm no controlo da velocidade de circulação do veículo podem reduzir as mortes nas estradas em 20%.

De salientar que os requisitos estabelecem que os fabricantes de automóveis terão que reportar os dados recolhidos de forma anónima sobre como os sistemas ISA estão a ser utilizados e se estão a ser desligados pelos condutores. Dois anos após a entrada em vigor da legislação, deve ser possível ver, com base em dados do mundo real, quais sistemas são mais eficazes. Tal será uma boa oportunidade para aprender e reagir para melhorar a tecnologia no futuro.