Project Description

Drogas

Tratam-se de substâncias que atuam sobre o sistema nervoso central, originando várias alterações de carácter físico ou psíquico que infuenciam negativamente a condução, aumentando o risco de acidente.

A condução sob a influência de drogas é um dos comportamentos que mais compromete a segurança rodoviária. Os efeitos que têm ao nível do sistema nervoso central levam à diminuição de capacidades essenciais para uma condução segura. Provocam também alterações no comportamento dos condutores que os levam a correr mais riscos na estrada.

Estes efeitos fazem com que os condutores que conduzem sob a influência de drogas corram maiores riscos. De acordo com dados do projeto DRUID, o risco de morte ou ferimento grave é 1 a 30 vezes maior em condutores sob a influência de drogas, comparativamente a condutores que não consumiram qualquer substância. Este risco pode aumentar até 200 vezes no caso de consumo combinado de drogas com álcool.

Dados do mesmo projeto estimam que em Portugal, em 2008/2009, cerca de 1 em cada 10 condutores circulavam sob o efeito de substâncias que podem diminuir as capacidades para conduzir em segurança e levar a comportamentos de risco (drogas ilícitas, medicamentos e /ou álcool).

Drogas e Condução

As alterações que as drogas provocam ao nível do sistema nervoso central levam à diminuição de capacidades e à alteração de comportamentos que comprometem a tarefa da condução:

  • Estado de euforia e sensação de bem estar e de otimismo, o que contribui para sobrevalorização das próprias capacidades, quando, na realidade, estas já se encontram bastante diminuídas;
  • Diminuição das capacidades de atenção e de concentração do condutor;
  • Redução das capacidades sensoriais, em especial, a visão;
  • A visão estereoscópica é prejudicada. O condutor deixa de avaliar corretamente as distâncias e as velocidades;
  • A visão noturna e crepuscular fica reduzida;
  • O tempo de recuperação após encadeamento aumenta;
  • Redução do campo visual;
  • Perturbações das capacidades percetivas;
  • Aumento do tempo de reação a situações de emergência;
  • Diminuição da resistência à fadiga e sonolência;
  • Risco de doença súbita.

Resultados do projeto DRUID (Driving Under the Influence of Drugs, Alcohol, and Medicines), com base em dados de 3965 condutores portugueses, recolhidos entre janeiro de 2008 e julho de 2009, mostram que cerca de 1 em cada 10 condutores conduziam sob o efeito de drogas ilícitas, medicamentos e/ou álcool (tabela abaixo): 4,93% sob o efeito de álcool, 4,63% sob o efeito de drogas e 0,42% sob o efeito combinado de drogas e álcool.

Estudos realizados no âmbito do projeto DRUID (Driving Under the Influence of Drugs, Alcohol, and Medicines), estimaram que o risco relativo de ferimento grave ou morte na sequência de um acidente rodoviário, é 1 a 30 vezes maior nos condutores sob a influência de drogas (relativamente a condutores que não consumiram nenhum tipo de drogas).

consumo combinado de drogas e álcool aumenta ainda mais o risco de morte ou ferimento grave na sequência de um acidente. Esse risco pode aumentar até 200 vezes no caso de condutores com uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 g/l e que tenham consumido drogas (relativamente a condutores que não consumiram álcool nem nenhum tipo de drogas).

Na tabela seguinte é apresentado o risco de morte ou ferimento grave para os diferentes grupos de substâncias – risco relativamente a condutores com taxa de alcoolemia de 0,0 g/l e que não consumiram drogas (dados do projeto DRUID).

Outras informações sobre drogas

As drogas podem ser:

  • legais ou lícitas: se forem usadas como medicamentos ou fármacos para prevenção e tratamento de doenças;
  • ilegais ou ilícitas: se a sua produção e consumo não tiverem por objetivo o uso médico.
  • As drogas provocam alterações no sistema nervoso central. Atuam sobre as células nervosas, os neuróneos, alterando o seu funcionamento. As alterações verificadas nas células nervosas provocam diversas sensações no organismo que levam a pessoa a repetir o consumo destas substâncias.
    As drogas atuam sobre o cérebro e podem alterar:
    • A perceção;
    • A cognição;
    • A atenção;
    • O equilíbrio;
    • A coordenação e outras faculdades necessárias à condução segura.

  • Curiosidade;
  • Desejo de viver outras experiências;
  • Desejo de testar limites e transgredir regras;
  • Pressão dos pares;
  • Desafio à autoridade;
  • Desejo de afirmação;
  • Informação incorreta ou ausência de informação.

Os efeitos que as drogas têm no organismo dependem de:

  • Características de quem consome (idade e sexo);
  • Tempo de consumo (contínuo ou esporádico);
  • Qualidade da substância (mais pura ou mais adulterada);
  • Quantidade consumida (maior ou menor);
  • Ambiente consumo (sozinho ou em grupo).
  • Canábis (erva, haxixe, marijuana):

Nos vários estudos epidemiológicos realizados em Portugal, verifica-se que esta droga é a que apresenta prevalências de consumo mais elevadas, sendo a primeira droga mais consumida quer na população total (15-64 anos) quer na população jovem (15-34 anos). Entre 2001 e 2007, registou-se um aumento das prevalências de consumo de cannabis de 12,4% para 17% na população jovem. As prevalências de consumo de canábis são mais elevadas na população masculina do que na população feminina.

  • Cocaína:

Ao longo dos anos, a cocaína tem vindo a adquirir cada vez mais visibilidade. Nos estudos mais recentes, surgiu já como a segunda droga com maiores prevalências de consumo, quer na população total (15-64 anos) quer na população jovem adulta (15-34 anos), embora com prevalências de consumo muito inferiores às de canábis. A análise por género evidencia prevalências de consumo de cocaína mais elevadas no grupo masculino do que no grupo feminino, embora o grupo apresente taxas de continuidade do consumo mais elevadas.

  • Ecstasy:

Na última década, o ecstasy surgiu como a terceira droga preferencialmente consumida pelos portugueses, quer na população total (15-64 anos) quer na população jovem adulta (15-34 anos). Os estudos nacionais mais recentes apontam uma diminuição do consumo de ecstasy em populações escolares, tendo adquirido maior relevância nos consumos da população reclusa. O consumo de ecstasy é também mais elevado nos indivíduos do sexo masculino do que na população feminina que, no entanto, apresenta taxas de continuidade do consumo mais elevadas.

  • Se consumir drogas:
    • Não conduza;
    • Verifique se, no grupo, há um voluntário que não tome substâncias psicotrópicas, para conduzir o veículo;
    • Apanhe um táxi ou um transporte coletivo, para regressar a casa;
    • Utilize um serviço de transporte ao domicílio;
    • Peça a um amigo ou familiar que o venha buscar.