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Velocidade

Vários estudos apontam para o facto de que uma redução de 1km/h na velocidade média acarreta uma redução de 3% no número de acidentes.
Em zonas urbanas de trânsito lento, esta redução chega a atingir 5% na frequência dos acidentes.

A velocidade tem uma forte relação com a gravidade dos acidentes e é de particular relevância em acidentes com um único veículo – despistes – o tipo de acidente com os danos corporais mais graves.

Sempre que o condutor aumenta a velocidade do veículo, corre o risco de ultrapassar os limites de segurança e proteção proporcionados pela via e a capacidade de proteção e de segurança proporcionada pelo seu veículo e pelos seus sistemas de segurança ativa e passiva.

A velocidade e a gravidade das suas consequências

A gravidade dos acidentes está diretamente relacionada com a velocidade de embate. A velocidade de embate é a velocidade que o veículo tem no momento da colisão.

Modere especialmente a velocidade sempre que se aproximar de:

  • passagens assinaladas para a travessia de peões e ou velocípedes;
  • escolas, hospitais, creches e estabelecimentos similares, quando devidamente sinalizados;
  • zonas de coexistência;
  • utentes vulneráveis.

  • Altera as características do seu campo de visão;
  • Reduz o tempo disponível para percecionar e processar a informação necessária;
  • Aumenta a frequência de decisões a tomar no mesmo intervalo de tempo;
  • Diminui a precisão das decisões.

Repare que a redução do campo de visão começa desde velocidades muito baixas e vai aumentando consoante a velocidade praticada.

  • Numa autoestrada, com piso seco, a 120km/h, precisa de 105 metros para parar. Com o piso molhado, no mesmo local e à mesma velocidade, precisará de 160 metros. Nessas condições, para parar na mesma distância de 105 metros, tem que reduzir a velocidade para 95km/h.

  • Num dia de sol, numa rua com bom piso, se uma criança surgir a correr a atravessar a rua a 30 metros de distância, e travar de emergência, vai conseguir parar o carro em 26 metros, e nada acontecerá à criança. Mas se seguir a 70km/h, precisará de 42 metros para parar, pelo que vai atropelar a criança à velocidade de 52km/h. Cerca de metade das pessoas atropeladas a essa velocidade, morrem.

  • Se conduzir numa autoestrada a 120 km/h com chuva e nevoeiro, com uma distância de visibilidade de 100 metros (comprimento de um campo de futebol), se lhe surgir inesperadamente um obstáculo na sua faixa de rodagem, irá embater nesse obstáculo a mais de 80km/h. Com essa distância de visibilidade e condições atmosféricas, para parar no espaço livre e visível à sua frente, não deve conduzir a velocidades superiores a 90km/h.

  • Se uma criança atravessar a rua inesperadamente 30 metros à sua frente, se circular a 50 km/h e tiver um tempo de reação de 1,2 segundos, com piso seco para sem atingir a criança. Mas se estiver a chover, com o piso molhado, e conduzir à mesma velocidade, não conseguirá parar no espaço disponível e irá atropelar a criança a uma velocidade de cerca de 30km/h. A criança pode sofrer danos corporais muito graves, ou até morrer.

Quando o veículo que circula à nossa frente passa num ponto concreto – uma árvore ou um sinal – contamos 1101,1102. Se passarmos pelo referido ponto antes de terminar a contagem, significa que estamos demasiado próximos do veículo da frente e que não respeitámos a distância de segurança adequada.