À medida que a compra e o uso de trotinetas continuam a crescer significativamente em toda a Europa, vários governos olham novamente para as regras que regem a sua utilização.

Tornozelos e costelas partidas, fraturas faciais e lesões cerebrais. Estas são algumas das lesões comuns que levaram os médicos da capital finlandesa, Helsínquia, a pedir a proibição de trotinetas elétricas no início do verão de 2021, depois de verificarem que estes veículos elétricos estavam envolvidos num número crescente de internamentos associados ao consumo de álcool nas urgências.
Também em Portugal alguns dos maiores centros hospitalares de Lisboa e do Porto alertam para o aumento de vítimas de acidentes de trotineta elétrica, muitas vezes em estado grave, nomeadamente com lesões cerebrais e a precisar de cuidados intensivos.
Os responsáveis hospitalares chamam a atenção para o aumento de casos nos últimos meses e para a necessidade de se apostar na sensibilização e de apertar as regras de segurança.
O Centro Hospitalar de Lisboa Central, que integra o Hospital de São José, recebeu no último semestre uma média mensal de 31 casos graves de acidentes com trotinetas e bicicletas a requerer internamento e cirurgia.
Mas não só em Lisboa ocorrem estes acidentes, também no Porto se regista uma subida acentuada deste tipo de ocorrências.
Consciente do problema, a Prevenção Rodoviária Portuguesa irá apresentar ao Governo uma proposta de regulamentação que prevê, por exemplo, reduzir a velocidade máxima permitida de 25 para 20 km/h, descendo até aos 6 km/h nas zonas pedonais.
As propostas incluem ainda:
- a obrigatoriedade da utilização do capacete bem como o seguro obrigatório para todos os utilizadores;
- a proibição da utilização destes veículos por menores de 14 e 16 anos, consoante circulem nas ciclovias ou nas restantes vias.
De relembrar que grande parte destas restrições já se encontram em vigor em vários países europeus.